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Não acredite em tudo o que vê!

Não acredite em tudo o que vê!

Atualmente o acesso à informação se tornou muito mais fácil, tornando qualquer pessoa com o mínimo de recursos e conhecimento acessá-la. O problema foi o elemento que voltou a acompanhar tal busca, a Fake News.

O termo se popularizou internacionalmente em 2016 durante a corrida presidencial dos Estados Unidos. Consiste em taxar as notícias falsas veiculadas de diversas maneiras, seu principal meio de disseminação são as redes sociais, que têm um maior alcance do público, visto que o acesso é mais fácil.

Esta prática tem um grande poder viral, ou seja, são espalhadas de maneira muito mais rápida. As falsas afirmações geralmente utilizam um jogo psicológico para atingir o público, fazendo com que tomem essa informação como verdade e não chequem a sua veracidade. 

A maior parte do público atingido por tal conteúdo, são aqueles que detêm uma escolaridade menor, pois as redes sociais são seus principais meios de informação. Mesmo assim, pessoas com mais estudo também são comumente pegas por essa desinformação, quando o assunto é do viés político.

Durante a pandemia, a Ensp/Fiocruz analisou por um período as denúncias enviadas no aplicativo “Eu Fiscalizo” e as mídias mais utilizadas para a propagação do Coronavírus foram o Instagram, Facebook e WhatsApp

 

A indústria por trás da disseminação

Por mais fora da realidade que pareça, a divulgação de Fake News funciona como uma verdadeira indústria. Geralmente pessoas de grande influência contratam até mesmo equipes especializadas em conteúdos virais.

Disparo de e-mails no nome de grandes líderes ou movimentos políticos, criação de perfis falsos nas redes e até mesmo sites hospedando fake news, tornam o contato direto com o público mais fácil chegando até a dar mais veracidade ao conteúdo disseminado.

Com um alto investimento nessa produção, a forma com que ela é veiculada se torna sigilosa e dificilmente rastreável, impossibilitando investigações sobre tal desserviço. Além disso, a legislação brasileira não contém uma punição visada nesse tipo de crime. 

 

Quais as consequências das Fake News

Para quem acredita que tal compartilhamento de informações não faz diferença alguma, temos dois exemplos recentes. O primeiro em 2014, onde Fabiane Maria de Jesus acabou sendo linchada até a morte, após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças, cujo retrato falado estava circulando nas redes sociais.

E outro caso ainda mais recente, foi feito por parte do movimento anti-vacinação, alegando que as composições das vacinas contra febre amarela, poliomielite, sarampo, microcefalia e até mesmo COVID, poderiam ocasionar danos irreversíveis a quem as tomasse. 

 

A Avaaz realizou um estudo onde descobriu que cerca de 110 milhões de pessoas acabaram acreditando em pelo menos uma fake news relacionada a pandemia, no Brasil. Em dados mais simples, 7 a cada 10 foram convencidos.

 

Como combater esse movimento

Para finalizar, aqui vão algumas dicas para diminuir a incidência de Fake News:

  • Não confie em títulos sensacionalistas ou milagrosos, que claramente são feitos para acumular cliques.

  • Sempre confira a data da publicação. A notícia até pode ser real, mas fora de contexto pode causar pânico.

  • Se a fonte não for um veículo já renomado, procure outras publicações duvidosas na plataforma de veiculação.

  • Existem vários sites que fazem verificações gratuitas de informações, utilize para não alimentar as fake news (você pode conferir alguns deles clicando aqui).

 

Se você gosta do tema, Marcio Jorge já publicou aqui na Academy sobre Fake News e o mercado publicitário. (Confira acessando aqui

 

Fontes: 

1) https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-revela-dados-sobre-fake-news-relacionadas-covid-19

2) https://secure.avaaz.org/campaign/po/brasil_infodemia_coronavirus/

3) https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-que-sao-fake-news.htm

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