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Tendência: o sucesso das mulheres na tecnologia

Tendência: o sucesso das mulheres na tecnologia

Se você imaginasse uma sala de BI (Business Intelligence) agora, provavelmente, pensaria em uma mesa comprida, computadores, alguns funkos e uma equipe majoritariamente masculina. Não é mesmo? Bem, essa é uma realidade em muitas corporações. Contudo, esse universo masculino, a cada dia mais, está começando a ser povoado por mulheres. E a máxima lugar de mulher é onde ela quiser faz faz total sentido nesse contexto.

No site da ABEINFO, é destacado que a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) apresentou alguns índices relacionados à presença feminina no mercado de tecnologia. De fato, as mulheres ainda representam uma parcela menor, 20% dos profissionais na área. Ou seja, houve um avanço, mas é preciso mais. Em paralelo, na pesquisa realizada pela ThoughtWorks, o perfil majoritário de mulheres possui faixa etária de  35 a 44 anos, adquiriu conhecimento da área através de amigos ou de forma autodidata (45%) e as atuações mais comuns são: desenvolvedora, analista, gerência, project, tester e design. Você conhece alguma profissional do ramo?

 

Giorgia Dorazio: uma case de sucesso


Para entender mais de perto esse assunto, convidamos Giorgia Dorazio, Analista Pleno de Business Intelligence, para contar um pouco sobre sua trajetória profissional na área de tecnologia da informação. Gi, como é carinhosamente chamada por seus colegas da Zahg, é a única mulher atuando no setor da empresa, mas nem sempre foi assim, como ela dividiu conosco na entrevista abaixo. Vamos à entrevista?!

 

ZA - Gi, qual é a sua formação de origem e  como você migrou para o BI?

GD - Então, eu sou formada em Engenharia Química, trabalhei 1 ano na área depois que me formei e saí desse emprego por causa de vários fatores - entre eles, o posicionamento antiquado da corporação. Um dia, Victor (Gerente de BI e amigo de longa data) me perguntou se eu toparia trabalhar com ele na Zahg, porque mesmo sem conhecimentos de marketing/publicidade/dados, ele via em mim potencial de trabalho. Daí, topei e comecei como assistente na área de BI, um baita desafio nesse ramo totalmente novo para mim, mas com muita disposição para aprender de tudo.

 

ZA - Já na profissão, qual foi o primeiro desafio como analista de business intelligence?

GD - Ah, foram vários desafios ao mesmo tempo, né? Um vocabulário novo, uma equipe bem diversificada, um trabalho que eu nunca imaginei como era feito. Só para vocês terem uma ideia, eu entrei perguntando o que era CTR! E a minha cara quando vi um Google Analytics pela primeira vez? Chocada! hahaha

 

ZA - Algumas pesquisas apontam que mulheres no ramo da tecnologia sofrem preconceitos por serem minoria. Na Zahg, sabemos que a sua realidade é totalmente oposta a isso. Então, você acredita que o ambiente da empresa foi decisivo para a sua evolução?  

GD - Ah, com certeza! A Zahg tem um ambiente de trabalho e uma equipe muito saudáveis. São pessoas que têm anos de experiência dispostas a ensinar quem está chegando agora, sempre preocupados em manter o bom nível de entrega. Aprendi tudo na Zahg e tenho muito mais o que aprender com essa galera ainda. Sem dúvida, essa vontade de aprender vem muito do fato de que as perguntas são sempre bem recebidas e a curiosidade é bem incentivada.

 

ZA - Na sua trajetória, você encontrou alguma outra mulher no ramo a quem você poderia chamar de mentora? Em caso positivo, fale mais sobre.

GD - Ah, eu trabalho com mulheres incríveis todos os dias, afinal, ser mulher já te faz incrível. Contudo, acho que a que mais contribuiu com o meu desenvolvimento foi a Gabi, antiga supervisora de BI. Ela era a única mulher da equipe (fora eu) e foi essencial no meu desenvolvimento. Colocou para mim muitos desafios que fizeram com que eu me superasse. Não foi fácil, ainda mais em tempos de pandemia/home office. Gostaria de citar também aqui todas as meninas de todas as equipes, principalmente as de Ativação, que são uma inspiração de atenção no trabalho, conhecimento e tudo mais. Poderia discorrer MUITO sobre o quanto amo essa equipe, mas vou parar aqui antes que vire um livro hahahah. Mulherada arrasa! <3

 

ZA - Após 2 anos de experiência, qual é o balanço que você faz da sua carreira (superações, metas)?

GD - Bem, acredito que a minha carreira está no começo. Vejo que evoluí e aprendi muita coisa ao longo desses anos, mas quanto mais a gente aprende, mais percebe que sabe pouco, sabe? Tenho muita experiência para adquirir ainda, muitos novos clientes para atender, cada um com seus ramos de mercado diferentes, que vão agregando ao conhecimento. Percebo também que o mercado digital muda muito, o tempo todo, então é um trabalho dinâmico. Logo, exige estudo, troca entre profissionais e muita passagem de conhecimento. Estou ansiosa pelos próximos anos que me aguardam, tem bastante coisa para descobrir ainda. Além disso, é bem legal poder construir minha carreira dentro de uma empresa em crescimento. Ver a Zahg crescendo e querer que cresça mais ainda para você também crescer! hahahaha.

 

ZA -  Por fim, quais são as dicas que você pode dar para as mulheres que desejam entrar nesse ramo?

GD - Eu acho que esse conselho pode ir para muita gente que não se encaixa nas maiorias, né? Então eu diria: se tornem fodas! Estudem, perguntem mesmo, metam a cara. O conhecimento e a experiência NINGUÉM pode tirar de você. Trabalhem em empresas com os valores parecidos com os seus, com profissionais íntegros, que abracem as lutas que só você sabe que enfrenta. Poderia falar mais um monte de coisas aqui, é uma área na qual a presença feminina pode ganhar muito espaço. E ainda estou ansiosa para encontrar muita gente boa ainda nesse mercado ao redor do mundo aí. 

Gif GIF - Gif GIFs                                                     Fonte: tenor.com

 

E aí, você também acredita que as mulheres vão dominar o mundo? Comente abaixo suas percepções sobre o tema e também sobre a jornada de Giorgia. A propósito, muito inspiradora.

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